09 DEZ 2024 • SAÚDE
Ministério da Saúde já mantém conversas com laboratório produtor para incorporar medicamento ao sistema público
O Sistema Único de Saúde (SUS) pode em breve oferecer gratuitamente o cabotegravir, um medicamento injetável para profilaxia pré-exposição (PrEP) contra o HIV. As negociações entre o Ministério da Saúde, a Fiocruz e o laboratório GSK/ViiV Healthcare estão em andamento.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do cabotegravir em abril deste ano, e a Fiocruz está finalizando um estudo para avaliar a viabilidade técnica e operacional de sua implementação no SUS. Se os resultados forem positivos, a proposta será encaminhada à Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias (Conitec), que irá analisar o custo-benefício do medicamento.
Especialistas e ativistas têm defendido a inclusão do cabotegravir, ressaltando seu potencial de aumentar a adesão à PrEP, especialmente entre populações vulneráveis, como homens que fazem sexo com homens, pessoas trans e trabalhadores do sexo. A aplicação bimestral do medicamento por via injetável representa uma importante inovação em relação ao uso atual do Truvada, a PrEP oral.
O laboratório responsável pela produção do cabotegravir demonstrou interesse em transferir a tecnologia de fabricação para o Brasil, o que pode contribuir para a redução dos custos e acelerar a implementação do medicamento no SUS. A inclusão do cabotegravir no sistema público de saúde reforça a estratégia de prevenção combinada contra o HIV, ampliando as opções de prevenção e fortalecendo as políticas públicas de saúde no país.