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14 MAR 2025 • ESG

Carine Roos, CEO da Newa trabalha para que empresas sejam mais inclusivas e humanizadas

Autora

Revista Empodere

Quem são os responsáveis pelas inovações tecnológicas e qual o público-alvo dessas criações? Essa é a principal questão explorada por Carine Roos, uma das grandes referências em inovação, diversidade e liderança feminina.

No Brasil, Carine Roos é CEO da Newa, uma empresa especializada em ajudar organizações a implementar práticas inclusivas. Sua carreira tem sido marcada pelo compromisso com a promoção de mudanças sociais. 

Seu trabalho se destaca principalmente pela criação de projetos e metodologias que não só aumentam a equidade nas empresas, mas também geram impactos positivos e duradouros na cultura corporativa. 

Após concluir seus estudos em Ciências Sociais e Jornalismo, Carine iniciou sua carreira no setor de comunicação em tecnologia. Foi nesse ambiente que ela se deparou com uma realidade desconfortável: a predominância masculina e a exclusão constante das mulheres.

"Nas reuniões, minhas ideias não eram validadas. Quando um colega homem repetia a mesma coisa, todos prestavam atenção. Eu era frequentemente interrompida e me sentia isolada", recorda. "Quando comecei a ouvir relatos semelhantes de outras mulheres, percebi que algo precisava mudar."

Com o intuito de transformar essa realidade, Carine fundou o MariaLab, uma iniciativa sem fins lucrativos dedicada a discutir o feminismo no universo digital.

O objetivo era abordar temas como cibersegurança, privacidade de dados e assédio.

A organização rapidamente ganhou destaque, atraindo o interesse de empresas que buscavam criar programas para conscientizar suas equipes sobre esses temas. Assim, nasceu a Newa, uma empresa que oferece treinamentos, mentorias e conteúdos para ajudar as equipes a se tornarem mais inclusivas, promovendo ambientes de trabalho mais diversos e colaborativos.

“Em um dos nossos maiores clientes, realizamos um desenvolvimento com 400 mulheres dentro da organização. Em seguida, criamos nove turmas para uma imersão chamada ‘liderança humanizada’, focada em trabalhar competências como escuta, empatia, compaixão e segurança psicológica”, explica. “Com isso, o ambiente se torna mais acolhedor.”

 “Hoje, meu trabalho é fortalecer as mulheres. Não vejo outro caminho porque o machismo não vai deixar de existir. Desigualdades vão continuar acontecendo, mas se a gente conseguir se apoiar e se fortalecer, vamos conseguir mudar os espaços de poder.” 

 

fonte: Claudia