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26 NOV 2024 • CULTURA

Filha de Eunice Paiva se surpreendeu com atuação de Fernanda Torres em "Ainda Estou Aqui".

Vera Paiva falou sobre o filme no programa Altas Horas dia 23 de novembro

Autora

Revista Empodere

Vera Paiva, filha mais velha de Eunice Paiva (1929-2018), revelou ter se surpreendido ao ver Fernanda Torres no papel da advogada em Ainda Estou Aqui, filme que será o representante do Brasil no Oscar."Tenho vontade de chamar a Fernanda Torres de mamãe, porque ela realmente encarnou total", afirmou a psicóloga no Altas Horas de sábado (23). 

Conhecida também como Veroca, a ativista comentou sobre a recepção positiva do longa, que é baseado no livro de seu irmão, Marcelo Rubens Paiva. O filme aborda as memórias da família após o desaparecimento de Rubens Paiva (1929-1971) durante a ditadura militar (1964-1985).

"Você se sentiu bem retratada no filme?", questionou Serginho Groisman. "Me senti", respondeu Vera, que é interpretada por Valentina Herszage na produção. "Eu sempre falo que tenho vontade de chamar a Fernanda Torres de mamãe, porque ela realmente encarnou total. É uma surpresa a gente ter a vida pública nesse momento histórico em particular", contou.

O apresentador ainda explicou que a casa retratada no filme é do mesmo arquiteto da residência que os Paiva moraram na vida real. "Tem uma similaridade ali? Você conseguiu sentir algum cheiro daquela casa?", perguntou ele. "É muito impressionante a gente sentir o cheiro. De fato, a casa original não existe mais. Virou outra coisa, era uma casa alugada", detalhou Vera. "A produção do filme achou uma casa do mesmo arquiteto, muito igual." "Foi muito impressionante para mim quando vi a primeira vez. A reconstrução interna, eles parecem que viveram na casa muito tempo ao fazer o filme. Reconstruíram a experiência da casa. O Marcelo disse que sentiu cheiro, mas eu completamente me identifiquei. A casa é um personagem importante do filme", ressaltou. 

Serginho ainda perguntou se ela assistiu ao filme com a família. "A gente assistiu uma primeira sessão em casa, o filme ainda não estava acabado. Teve um momento que eu não consegui continuar vendo, quando começa a cena da prisão. Eu não sabia como tinha sido tratado. Voltei [a ver o filme] por conta da delicadeza. É forte, é a história como ela era, mas contada com uma delicadeza para quem vê a mãe naquela situação. A gente só imaginou", afirmou a psicóloga."A segunda [sessão] foi em Veneza. Aí foi aquele chuá, porque [ver] no telão com 1.400 pessoas no maior cinema de Veneza. Aí o aplauso de dez minutos, de um grupo que tinha 100 brasileiros no máximo", recordou.